Onde há amor, há poesia


02/11/2006


Muros

Óh barreira intransponível da razão
Se opõe ao incerto, mas será o certo duvidoso?
Vida dividida, dívidas antigas
Poderá a luz transpor tão fria escuridão?

Um anjo canta a glória da abertura
Uma esperança se renova, a oração tem poder
Nada derruba uma alma que investe no amor
Tudo transpõe a luz que aquece seu interior

O gelo derrete sob a brisa da paixão
Gota a gota seu coração vai se transformando
Lutando contra a inquieta razão, sonho, obsessão

Quando o muro estiver abaixo de seus lábios
Contemplará um horizonte de infinita felicidade
E lá estarei, contemplando também a infinita doçura do seu olhar

Escrito por ::.RDB.:: às 22h42
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Zodíaco

Doze signos e a cadência celeste
Doze jeitos, trejeitos, lampejos
Nobres vidas surgidas em abril, maio
Touro ardente, amor eterno presente

Essa alma que se põe em último
Na corrida onde a paixão vem à frente
Que tem a dor como prêmio contente
Sofre por amor, sofre por estar vivo

Ninguém entende a entrega desse ser
Doce falante, amante, companheiro
Fiel aos anjos, aos céus, à ti

Se um dia receberes o chamado da alma de um taurino apaixonado
Não fujas do destino
Acabais de conquistar o maior amor um dia criado

Escrito por ::.RDB.:: às 22h38
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